Programa SADA apresenta-se na RDP África

9 Dezembro 2009

O Programa SADA foi tema de conversa no programa Cientifica Mente, na RDP África. A jornalista Ana Paula Gomes esteve à conversa com Nuno Loureiro e se quer saber o que eles disseram faça click AQUI

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Porque é que é ainda necessário patrulhar praias em Cabo Verde?

12 Julho 2009

Um leitor do http://www.tartarugascaboverde.org enviou esta fotogaleria que ele mesmo colocou no YouTube. A sequência de imagens capturadas em 2007 é chocante, mas torna evidente a resposta à pergunta: porque é que é ainda necessário patrulhar praias em Cabo Verde? Porque, em definitivo, isto tem de acabar!!!


carapaça das tartarugas…

10 Julho 2009

A formação da carapaça das tartarugas tem os contornos de um mistério biológico. Mas um artigo publicado na “Science” comparou o desenvolvimento do embrião de uma espécie de tartaruga com o da galinha e o do ratinho, verificando diferenças na forma como a estrutura óssea e muscular se desenvolvem, e fazendo a ponte com o que se conhece da paleontologia destes répteis.

leia toda a notícia no Público on-line ou na BBC news on-line!


Tartarugas Marinhas na FATACIL 2009

19 Junho 2009

Logo_Lagoa_redA colaboração da Câmara Municipal de Lagoa com a Universidade do Algarve, no âmbito da Iniciativa para a Conservação de Tartarugas Marinhas na Ilha de Santiago – Cabo Verde, tem já tradição.

Em 2009, essa colaboração vai traduzir-se, entre outras vertentes, na disponibilização de um stand na zona nobre da FATACIL 2009, para a apresentação e divulgação das actividades da UAlg, em torno da conservação deste património natural em risco de extinção.

Esse espaço permitirá assim, entre 21 e 30 de Agosto próximo, mostrar no Algarve parte do trabalho que desde 2007 vem decorrendo nas localidades de Praia Baixo e Achada Baleia, concelho de São Domingos, ilha de Santiago, Cabo Verde. Permitirá, também, distribuir material informativo, vender t-shirts e outros produtos de merchandising, angariar donativos e, com todas essas receitas, reforçar cada vez mais as actividades em curso, que vão contribuindo efectivamente para travar a extinção das tartarugas marinhas.

O Programa SADA, da Ilha do Príncipe, mostrar-se-á publicamente no Algarve, nessa ocasião, pela primeira vez. A estratégia de angariação de algumas receitas decorrerá de igual forma. Espera-se, assim, que não só em Cabo Verde, mas também em São Tomé e Príncipe, a presença da UAlg possa ser reforçada e a extinção das tartarugas marinhas evitada!

Até porque A EXTINÇÃO, quando ocorre, É PARA SEMPRE


Alguns comentários sobre Conservação de Tartarugas Marinhas em Cabo Verde

1 Junho 2009

Cabo Verde é um país e uma sociedade que mudam depressa, que têm facilidade de se adaptar aos novos “ventos” que sopram do Mundo ocidental. Essa é, aliás, uma característica histórica que contribuiu e contribui de forma decisiva para a identidade nacional.

A relação da população civil, dos políticos e das autoridades com as tartarugas marinhas está, também, a mudar rapidamente. Hoje, matar tartarugas marinhas em Cabo Verde, embora continue a ser uma realidade, tem já um cunho negativo muito forte, ligado a uma mentalidade retrógrada que alguns ainda teimam em manter.

Matar tartarugas marinhas começa a posicionar-se, na sociedade caboverdiana, ao lado da violência doméstica, da criminalidade urbana, dos excessos da condução rodoviária, etc. O país já não o quer, não gosta, lamenta que aconteça e procura resolver a situação! O recente Atelier no Sal foi um excelente exemplo disso…

Por isso, se na década de 90 e na mudança do século se esperava que a ULPGC, a Natura 2000 e o CSIC estivessem fortemente centrados na protecção directa de fêmeas reprodutoras nas praias da Boavista, hoje o desafio é bastante diferente.

A protecção directa persistentemente propulsionada por Luis Felipe Jurado-López possibilitou, muito provavelmente, que Cabo Verde tenha ainda hoje um dos mais importantes stocks genéticos de Caretta caretta do Mundo. Essa protecção directa terá de continuar, no presente e no futuro, porque a criminalidade sobre as tartarugas marinhas, sobre as pessoas humanas e seus bens, e sobre o ambiente e a biodiversidade existirão sempre, porque são intrínsecas à natureza humana.

Mas hoje o desafio já não se limita à protecção directa, nas praias da Boavista, do Maio, de São Nicolau, do Sal, de Santiago ou de qualquer outra ilha…
… o desafio está em, urgentemente, formar caboverdianos, capacitados sob um ponto de vista técnico e até científico, para se envolverem com sucesso numa tarefa que é cada vez mais um objectivo estratégico do pais, publicamente afirmado e repetido pelos responsáveis do ambiente e do turismo, e consequentemente da economia.

No dia em que o país tiver distribuídos pelas câmaras municipais, pelos departamentos do governo, pelos tribunais, pelas autoridades policiais e militares, pelas escolas, etc., técnicos competentes, preparados para fazer face a esta dádiva e, simultaneamente, a esta responsabilidade que recai sobre Cabo Verde, de conservar este património natural único, o Mundo ficará melhor.

A gestão das tartarugas marinhas enquanto stock genético e património natural não é tarefa fácil. É, até, bastante complexa! Por isso, para que esta estratégia nacional de conservação tenha hipóteses de sucesso, é indispensável que aqueles que ontem salvaram milhares de tartarugas marinhas nas praias da Boavista (e não só), abram com igual energia e convicção uma nova linha de trabalho: formar e qualificar pessoas. Desde o vigilante nocturno de uma praia até ao responsável máximo da Polícia Nacional; desde o professor da escola primária até ao professor da Universidade de Cabo Verde; desde o pescador até ao juiz; desde o pároco até ao ministro. Todos têm de estar suficientemente informados sobre os valores que estão postos nos dois pratos da balança, para poderem decidir e actuar de forma consciente!

O desafio está hoje, e estará no futuro, em formar depressa e bem muitas pessoas, com diversificadas tarefas na sociedade caboverdiana. A qualificação dos recursos humanos nacionais deverá sempre alinhar pela “fasquia” de cima, nunca pela do facilitismo, da falsa simplicidade, da presunção de que haverá alguma incapacidade em dar um passo em frente.

Só assim será possível a Cabo Verde assumir a sua responsabilidade de conservar as tartarugas marinhas, quando as mesmas estão nas águas costeiras e nas praias do arquipélago. À ULPGC, à Natura 2000, ao CSIC, e também à UAlg, pede-se hoje que atingam o mesmo grau de sucesso na formação dos caboverdianos que tiveram ontem na protecção directa das fêmeas reprodutoras de Caretta caretta. E hoje, essas prestigiadas
instituições, têm valiosos parceiros nacionais como, por exemplo, a DGA, a Uni-CV e o INDP…

Nuno de Santos Loureiro
Universidade do Algarve


Atelier da CVSTN já tem Programa final

12 Maio 2009

tartaruga1Já é conhecido o Programa final do Atelier da CVSTN, que vai decorrer na Ilha do Sal, entre 20 e 22 de Maio próximo.

O Atelier vai sentar à mesma mesa diversas autoridades nacionais e regionais, ONGs nacionais e estrangeiras, e instituições de investigação nacionais e estrangeiras, para debater as múltiplas vertentes da conservação das tartarugas marinhas em Cabo Verde. O objectivo final do Atelier é encontrar uma plataforma alargada de entendimento e colaboração que, por um lado, estabeleça laços crescentes de cooperação, e por outro permita assegurar a adopção de estratégias e metodologias comuns em todo o Arquipélago.

O ponto alto do Atelier será uma Sessão Pública, que decorrerá na tarde de 22 de Maio, a partir das 17 horas, nos Paços do Concelho do Sal. Seis palestras breves apresentarão a todos os presentes os resultados do Atelier. A Sessão terminará com um debate e com uma conferência de imprensa.

Para descarregar o documento CVSTN Pre-Season Meeting carregue AQUI!


DGA divulga Relatório de 2008

23 Abril 2009

tartaruga1A Direcção Geral do Ambiente, do Ministério do Ambiente, Desenvolvimento Rural e Recursos Marinhos de Cabo Verde, concluiu e divulgou o RELATÓRIO DA CAMPANHA NACIONAL PARA A CONSERVAÇÃO DAS TARTARUGAS MARINHAS EM CABO VERDE – 2008.

O documento, com 16 páginas, é da responsabilidade da Drª Sónia Araújo, a Coordenadora do PNCTMCV – Plano Nacional de Conservação de Tartarugas Marinhas em Cabo Verde, e apresenta uma síntese das actividades desenvolvidas quer pela DGA, quer por outras onze instituições nacionais e estrangeiras.

De acordo com o Quadro 1, foram monitorizadas 51 praias do Arquipélago, contabilizados 8,855 ninhos e identificadas 446 capturas.

O dado mais interessante, pela sua novidade, no presente Relatório, é o surgimento da ilha de São Nicolau, que passa a integrar o grupo das ilhas mais importantes para as posturas de Caretta caretta em Cabo Verde. Depois da Boavista e a par com Sal e Maio, esta ilha do Barlavento caboverdiano justifica um significativo incremento de atenção e apoio, nomeadamente por parte da CVSTN.

Para consultar o Relatório carregue AQUI!